Rack Ativo vs Rack Passivo: diferenças, equipamentos e quando usar
Você sabe qual é a diferença entre rack ativo e rack passivo?
Os dois são utilizados na infraestrutura de redes, mas possuem funções diferentes. De forma prática, um rack associado a equipamentos ativos abriga dispositivos que precisam de energia elétrica e participam diretamente do funcionamento da rede, enquanto um rack passivo é utilizado principalmente para organizar e acomodar componentes de infraestrutura, como patch panels, organizadores de cabos e terminações.
Essa distinção é útil para planejar uma instalação, escolher o tamanho adequado do rack e organizar corretamente os equipamentos.
Neste guia, você vai entender o que é rack ativo e passivo, quais equipamentos são utilizados, as principais diferenças, o que significa U, se é possível misturar equipamentos no mesmo rack e como escolher o modelo adequado para sua rede.
O que é um rack de rede?
Um rack de rede é uma estrutura utilizada para instalar, organizar e proteger equipamentos e componentes de uma infraestrutura de TI e telecomunicações.
Os racks podem acomodar diferentes tipos de dispositivos, desde equipamentos que processam dados até componentes utilizados principalmente para terminar e organizar o cabeamento.
Entre os elementos que podem ser instalados em um rack estão:
- Switches;
- Roteadores;
- Firewalls;
- Servidores;
- OLTs;
- Patch panels;
- DIOs e distribuidores ópticos;
- Organizadores de cabos;
- PDUs;
- Nobreaks compatíveis;
- Bandejas;
- Equipamentos de monitoramento e segurança.
A escolha do rack depende do tipo, quantidade e dimensões dos equipamentos, além de fatores como profundidade, capacidade de carga, ventilação, alimentação elétrica e possibilidade de expansão.
O que é um rack ativo?
Na prática, o termo rack ativo é usado para identificar um rack que abriga equipamentos ativos de rede.
Equipamentos ativos são aqueles que precisam de alimentação elétrica e desempenham alguma função no processamento, encaminhamento, conversão, distribuição ou controle dos dados.
Alguns exemplos são:
- Switches: conectam diferentes dispositivos dentro da rede;
- Roteadores: encaminham tráfego entre redes;
- Firewalls: aplicam políticas de segurança ao tráfego;
- Servidores: fornecem serviços e aplicações;
- OLT: utilizada em redes ópticas passivas, como GPON e XGS-PON;
- Equipamentos de transmissão: realizam funções de comunicação e transporte de dados;
- Controladores e appliances de rede: executam funções específicas da infraestrutura.
Por isso, um rack com vários switches, roteadores e outros equipamentos alimentados eletricamente pode ser considerado, de forma prática, um rack ativo.
O rack ativo precisa obrigatoriamente ter ventilação?
Não necessariamente.
A necessidade de ventilação, exaustão ou outros recursos de gerenciamento térmico depende principalmente da carga térmica dos equipamentos instalados, da densidade de equipamentos, do ambiente e do projeto.
Um pequeno rack com poucos equipamentos pode não precisar de ventiladores adicionais, enquanto um rack com muitos switches, servidores ou outros equipamentos de maior consumo pode exigir um gerenciamento térmico mais cuidadoso.
Além disso, deve-se considerar o fluxo de ar dos próprios equipamentos e evitar bloquear suas entradas e saídas de ar.
O que é um rack passivo?
O termo rack passivo é usado, na prática, para identificar um rack destinado principalmente à organização e acomodação dos componentes passivos da infraestrutura.
Esses componentes não realizam o processamento dos dados da mesma forma que um switch, roteador ou servidor.
Alguns exemplos são:
- Patch panels;
- Organizadores horizontais e verticais;
- DIOs;
- Caixas de terminação óptica;
- Bandejas;
- Acessórios de organização;
- Componentes de conexão e terminação;
- Outros elementos de infraestrutura de cabeamento.
O objetivo principal é proporcionar organização, proteção, identificação e facilidade de manutenção.
Por exemplo, em uma instalação de cabeamento estruturado, os cabos que chegam ao rack podem ser terminados em patch panels e organizados por meio de acessórios apropriados.
Qual é a diferença entre rack ativo e rack passivo?
A diferença principal está na função dos equipamentos instalados.
| Característica | Rack com equipamentos ativos | Rack predominantemente passivo |
|---|---|---|
| Função principal | Abrigar equipamentos que atuam na rede | Organizar e terminar o cabeamento |
| Equipamentos | Switches, roteadores, firewalls, servidores, OLTs etc. | Patch panels, DIOs, organizadores etc. |
| Alimentação elétrica | Necessária para os equipamentos ativos | Não é necessária para os componentes passivos |
| Gerenciamento térmico | Pode ser necessário, dependendo da carga | Geralmente menos exigente |
| Organização de cabos | Necessária | Uma das principais funções |
| PDU | Pode ser utilizada | Pode não ser necessária, dependendo da configuração |
| Exemplo | Rack com switches e roteador | Rack com patch panels e DIO |
É importante observar que “rack ativo” e “rack passivo” são termos práticos de mercado, usados para facilitar a identificação da função predominante da instalação.
Isso não significa que exista uma classificação universal na qual todo rack precise obrigatoriamente pertencer a uma dessas duas categorias.
Posso colocar equipamentos ativos e passivos no mesmo rack?
Sim.
Na verdade, isso é bastante comum.
Um mesmo rack pode conter, por exemplo:
- Patch panel;
- Organizador horizontal;
- Switch;
- DIO;
- Roteador;
- PDU;
- Bandeja.
Nesse caso, o rack possui tanto componentes passivos quanto equipamentos ativos.
O importante é organizar os elementos de forma adequada, considerando:
- Fluxo de ar;
- Alimentação elétrica;
- Distribuição de peso;
- Organização dos cabos;
- Acesso para manutenção;
- Identificação;
- Profundidade dos equipamentos;
- Espaço disponível para expansão.
Portanto, não é necessário ter obrigatoriamente um rack exclusivamente ativo e outro exclusivamente passivo.
A separação pode ser interessante em determinadas instalações, mas deve ser definida de acordo com o projeto.
O que significa U em um rack?
Uma das características mais importantes na escolha de um rack é sua capacidade em U, também chamada de Rack Unit.
1U corresponde a 44,45 mm de altura vertical. Assim, um equipamento de 1U ocupa uma unidade de espaço vertical, enquanto um equipamento de 2U ocupa duas.
Por exemplo:
- Rack 12U → aproximadamente 12 unidades de espaço;
- Rack 24U → aproximadamente 24U;
- Rack 42U → aproximadamente 42U.
Um equipamento de:
- 1U ocupa 1U;
- 2U ocupa 2U;
- 4U ocupa 4U.
Isso permite calcular aproximadamente quanto espaço será necessário.
Exemplo
Imagine uma instalação com:
- Switch de 1U;
- Patch panel de 1U;
- Organizador de 1U;
- Servidor de 2U.
Somente esses equipamentos já ocupam:
1U + 1U + 1U + 2U = 5U
Mas não é recomendável escolher um rack exatamente com 5U de capacidade.
É importante deixar espaço para:
- Expansão;
- Organização;
- Acessórios;
- Circulação de ar;
- Manutenção.
Por isso, o planejamento deve considerar não apenas o espaço ocupado hoje, mas também o crescimento esperado da infraestrutura.
Rack de parede ou rack de piso: qual escolher?
Além da função dos equipamentos, é necessário escolher o tipo físico do rack.
Rack de parede
É indicado para instalações menores ou quando o espaço disponível é limitado.
Pode ser utilizado para:
- Pequenos switches;
- Patch panels;
- Sistemas de CFTV;
- Redes de pequenos escritórios;
- Instalações residenciais;
- Pequenas empresas.
A profundidade e a capacidade de carga precisam ser verificadas antes da instalação.
Rack de piso
É mais indicado para instalações com maior quantidade ou maior porte de equipamentos.
Pode acomodar:
- Switches;
- Servidores;
- Roteadores;
- Nobreaks;
- Equipamentos ópticos;
- PDUs;
- Sistemas de armazenamento.
Como possui maior capacidade, é comum encontrá-lo em salas técnicas, data centers e ambientes de infraestrutura de maior porte.
MDF e IDF precisam ter racks diferentes?
Não.
MDF e IDF não significam, respectivamente, rack ativo e rack passivo.
Esses termos estão relacionados à organização da infraestrutura de telecomunicações.
Um MDF pode conter equipamentos ativos e componentes passivos. Um IDF também pode conter ambos, dependendo do projeto.
Por isso, não é correto estabelecer uma regra como:
MDF = rack ativo
IDF = rack passivo
A definição do que será instalado em cada espaço depende da arquitetura da rede e da distribuição da infraestrutura.
Como escolher o rack ideal para sua rede?
Antes de comprar um rack, não considere apenas o número de equipamentos.
Avalie pelo menos estes fatores:
1. Quantidade de U
Some o espaço vertical dos equipamentos que serão instalados e reserve espaço para crescimento futuro.
2. Profundidade
Verifique a profundidade dos equipamentos, principalmente se houver:
- Servidores;
- Nobreaks;
- Switches maiores;
- Equipamentos ópticos;
- Dispositivos com fontes ou conectores traseiros.
Também é necessário considerar o espaço ocupado pelos cabos e conectores.
3. Capacidade de carga
Equipamentos mais pesados exigem um rack adequado à carga instalada.
Isso é especialmente importante em racks com servidores, nobreaks e outros equipamentos de maior peso.
4. Ventilação e fluxo de ar
Considere a quantidade e o consumo dos equipamentos.
Quanto maior a densidade de equipamentos ativos, maior a importância de planejar corretamente o gerenciamento térmico.
5. Organização dos cabos
Um rack bem dimensionado deve permitir organizar os cabos sem criar excesso de curvaturas, tensão ou bloqueio do fluxo de ar.
Organizadores horizontais e verticais podem facilitar bastante a manutenção.
6. Alimentação elétrica
Em racks com equipamentos ativos, avalie a necessidade de:
- PDU;
- Tomadas adequadas;
- Circuitos elétricos;
- Nobreak;
- Proteção elétrica;
- Distribuição da carga.
A alimentação deve ser planejada de acordo com os equipamentos instalados e com as características da instalação.
7. Expansão futura
Não dimensione o rack apenas para o que existe hoje.
Se a rede poderá receber novos switches, patch panels, servidores ou equipamentos ópticos, reserve espaço para crescimento.
Rack aberto ou fechado?
Outra decisão importante é escolher entre uma estrutura aberta e um gabinete fechado.
Rack aberto
Pode facilitar:
- Acesso aos equipamentos;
- Organização de cabos;
- Manutenção;
- Circulação de ar.
É interessante para determinadas salas técnicas e ambientes nos quais a proteção física e o controle do ambiente não exigem um gabinete fechado.
Rack fechado
Pode oferecer maior proteção física aos equipamentos e permitir um melhor controle da organização do ambiente.
É comum em:
- Salas de servidores;
- Ambientes corporativos;
- Instalações que precisam restringir o acesso aos equipamentos;
- Ambientes com maior preocupação com segurança física.
A escolha depende do ambiente, dos equipamentos e dos requisitos do projeto.
Rack ativo ou passivo: qual escolher?
Não existe um modelo universalmente melhor.
A escolha depende do que será instalado.
Prefira uma configuração voltada a equipamentos ativos quando:
- Haverá switches;
- Haverá roteadores;
- Haverá servidores;
- Haverá OLTs;
- Haverá outros equipamentos eletrônicos;
- For necessário alimentar vários dispositivos.
Uma configuração predominantemente passiva pode ser adequada quando:
- O objetivo principal é terminar o cabeamento;
- Serão instalados patch panels;
- Haverá DIOs;
- A prioridade é organização das conexões;
- Os equipamentos ativos ficarão em outro rack ou espaço.
Em muitas instalações, entretanto, a solução mais prática é combinar componentes ativos e passivos no mesmo rack, desde que o espaço, a alimentação, o peso, a ventilação e a organização sejam corretamente planejados.
Rack ativo e passivo: exemplo de organização
Uma instalação simples poderia ser organizada assim:
Parte superior
- Patch panel;
- Organizador horizontal;
- Switch.
Parte intermediária
- DIO;
- Organizador;
- Outros equipamentos de rede.
Parte inferior
- Equipamentos mais pesados;
- Nobreak ou outros componentes compatíveis com a instalação.
A organização exata depende dos equipamentos e do projeto.
O mais importante é evitar uma instalação desorganizada, com cabos excessivamente tensionados, equipamentos sem espaço adequado ou circulação de ar comprometida.
Principais diferenças em resumo
Para memorizar:
Rack ativo:
Abriga equipamentos que precisam de energia e participam diretamente do funcionamento da rede.
Rack passivo:
É utilizado principalmente para organização, conexão e terminação da infraestrutura de cabeamento.
Mas os dois podem coexistir no mesmo rack.
Perguntas frequentes
O que é rack ativo?
É um termo usado para identificar um rack que abriga equipamentos ativos de rede, como switches, roteadores, servidores, firewalls e OLTs.
O que é rack passivo?
É um termo usado para identificar um rack destinado principalmente a componentes passivos, como patch panels, DIOs e organizadores de cabos.
Posso colocar switch em rack passivo?
Sim. O termo “passivo” normalmente descreve a função predominante planejada para o rack, e não uma limitação física que impeça a instalação de um switch.
Posso colocar patch panel em rack ativo?
Sim. É comum combinar patch panels e equipamentos ativos no mesmo rack.
Rack ativo precisa ter ventilador?
Não obrigatoriamente. A necessidade de ventilação adicional depende da quantidade, do consumo, da densidade e das características térmicas dos equipamentos instalados.
O que significa 1U no rack?
1U corresponde a 44,45 mm de altura vertical disponível para montagem de equipamentos.
Qual rack é melhor: ativo ou passivo?
Não existe uma resposta única. O rack deve ser dimensionado de acordo com os equipamentos, espaço disponível, profundidade, carga, alimentação, ventilação, cabeamento e possibilidade de expansão.
Considerações
A diferença entre rack ativo e rack passivo está principalmente na função predominante dos componentes instalados.
Um rack com equipamentos ativos abriga dispositivos como switches, roteadores, servidores e OLTs, enquanto uma configuração predominantemente passiva é voltada para componentes como patch panels, DIOs e organizadores de cabos.
Na prática, é perfeitamente possível ter equipamentos ativos e passivos no mesmo rack. O mais importante é dimensionar corretamente a estrutura e planejar a organização dos equipamentos, cabos, alimentação elétrica, ventilação e espaço para futuras expansões.
Uma infraestrutura bem planejada facilita a manutenção, reduz problemas de organização e permite que a rede cresça de forma mais estruturada.


