An engineer inspects network cables and connections in a server room, focusing with precision.

Profissão Cabista: o que faz, como é a rotina e o que você precisa saber para se destacar na área

A profissão de cabista se tornou essencial nos dias atuais. Shoppings, aeroportos, indústrias, data centers e empresas dependem de uma infraestrutura de rede confiável, e é esse profissional que garante que toda a conexão de meio físico funcione.

Se você quer entender o que faz um cabista, como é o dia a dia, quais ferramentas são necessárias e o que precisa dominar para atuar profissionalmente, então este guia foi feito para você.

O que faz um cabista?

O cabista é o profissional responsável pela instalação, manutenção e organização de cabos de rede. Seu trabalho envolve tanto cabeamento metálico (UTP) quanto fibra óptica.

Atividades mais comuns:

  • Passagem de cabos em conduítes, eletrocalhas, shafts e leitos
  • Montagem de patch panels e racks
  • Conectorização (RJ45, SC, LC, APC, UPC)
  • Organização e identificação de cabos
  • Fusão de fibra óptica
  • Testes e certificação de pontos de rede
  • Suporte físico à infraestrutura de TI
  • Manutenção preventiva e corretiva

É um trabalho técnico, manual e que exige atenção aos detalhes — especialmente em ambientes grandes e complexos.

Como é a rotina de um cabista?

A rotina pode variar conforme o tipo de empresa, mas alguns elementos são comuns.

1. Leitura de projetos e rotas da rede

Antes de iniciar um serviço, o cabista e sua equipe analisam a planta ou o mapa da rede para identificar caminhos, distâncias e pontos estratégicos para lançamentos de cabos e conectorizações.

2. Preparação de materiais

Inclui separar os cabos necessários para a atividade do dia, organizadores de rack (quando necessário), conectores de diversos tipos, ferragens específicas e ferramentas essenciais para executar o serviço.

3. Lançamento de cabos

Boa parte do trabalho consiste em:

  • puxar cabos por conduítes
  • atravessar dutos e lajes
  • trabalhar em altura, inclusive em postes
  • lidar com rotas longas que podem ligar até cidades diferentes

4. Montagem de racks e patch panels

O cabista organiza os cabos no rack, realiza a crimpagem, instala switches e monta toda a estrutura de distribuição.

5. Testes e certificação

Depois da instalação, cada ponto deve ser testado para garantir integridade, continuidade e desempenho da rede.

6. Registros e relatórios

Muitas empresas exigem checklist de segurança, relatórios técnicos e documentação completa da atividade.
O principal, porém, é trabalhar sempre com segurança.

Ferramentas essenciais que todo cabista deve dominar

Dominar as ferramentas é fundamental — isso impacta diretamente na qualidade, na velocidade e na precisão do trabalho.

Ferramentas básicas (rede metálica):

  • Alicate de crimpagem
  • Decapador
  • Punch down
  • Guia passa-fio
  • Testador de cabos simples
  • Alicate universal e chaves
  • Tesoura de Kevlar (para fibras revestidas)
  • Velcros e organizadores

Ferramentas essenciais para trabalhar com fibra óptica:

  • Máquina de fusão
  • OTDR
  • Power Meter
  • Cleaver (cortador de fibra)
  • Stripper específico para fibra
  • Microscópio de inspeção

Equipamentos de proteção (EPI):

  • Capacete
  • Luvas
  • Óculos
  • Calçado de segurança
  • Cinto ou trava para trabalho em altura

Essas ferramentas fazem parte da rotina e garantem que o trabalho seja feito com segurança e qualidade.
O risco de choque elétrico é comum, especialmente em postes e ambientes industriais, por isso o uso correto de EPI é indispensável.

O que o cabista precisa saber de infraestrutura

Dominar infraestrutura é essencial, porque o trabalho envolve muito mais do que simplesmente passar cabos.

Conceitos indispensáveis:

  • Tipos de eletrocalhas e leitos
  • Conduítes e dutos subterrâneos
  • Passagens técnicas e shafts
  • Salas técnicas (MDF e IDF)
  • Patch rooms
  • Regras de rotulagem e organização
  • Normas de cabeamento estruturado (TIA/EIA-568)
  • Diferença entre fibras monomodo e multimodo
  • Distância máxima para cabos UTP
  • Aterramento e interferência eletromagnética

Quanto maior o ambiente, maior a necessidade de organização e planejamento para garantir uma estrutura forte e confiável.

Trabalhar como cabista em ambientes grandes: o que muda?

Ambientes amplos como shoppings, aeroportos e indústrias apresentam desafios específicos.

1. Trabalhar em shoppings

Shoppings têm longas rotas e grande circulação de pessoas.

O que muda:

  • Trabalho muitas vezes fora do horário comercial (mas pode ocorrer durante o expediente)
  • Segurança reforçada devido ao fluxo de pessoas
  • Rotas complexas e distâncias longas
  • Instalações para lojas, quiosques, CFTV e redes internas
  • Organização rigorosa dos cabos para evitar rompimentos

2. Trabalhar em aeroportos

Aeroportos exigem alta disponibilidade e redundância — sistemas precisam funcionar 24/7.

Desafios:

  • Áreas restritas (portões, check-in, embarque)
  • Sistemas críticos que não podem parar
  • Rotas extensas entre terminais
  • Normas de segurança rígidas
  • Necessidade de documentação detalhada

É um dos ambientes mais técnicos para atuar, e também onde mais se aprende.

3. Trabalhar em indústrias

Ambientes industriais são agressivos e exigem preparo técnico e físico.

O que considerar:

  • Poeira, umidade, calor e ruído constante
  • Redes para automação industrial
  • Cabos blindados e eletrocalhas resistentes
  • Uso obrigatório de EPI
  • Caminhos elevados ou subterrâneos

Indústrias exigem cabistas com grande conhecimento de infraestrutura robusta.

Quanto ganha um cabista?

A remuneração depende da cidade, da empresa e do nível técnico do profissional.
Em capitais, os salários costumam ser maiores. Empresas que exigem viagens geralmente pagam bônus.

Médias salariais:

  • Cabista iniciante: R$ 1.600 a R$ 2.300
  • Cabista intermediário: R$ 2.300 a R$ 3.200
  • Técnico de fibra óptica especializado com conhecimento em elétrica: R$ 3.200 a R$ 5.000

Profissionais que dominam fibra óptica e elétrica são mais valorizados.

Como começar na profissão de cabista

Se você está iniciando, siga este caminho:

1. Aprenda o básico

  • Cabeamento estruturado
  • Padrão TIA/EIA
  • Terminação de cabos

2. Faça cursos

Mesmo cursos curtos dão grande vantagem competitiva.

3. Monte sua mochila de ferramentas

Comece com o básico e evolua com o tempo — especialmente se pretende trabalhar como autônomo.

4. Inicie em empresas como ajudante

Quase todos os profissionais começam assim.
A profissão tem demanda constante no mundo inteiro, pois é o alicerce das comunicações de rede.

5. Aprenda sobre fibra óptica

O mercado valoriza muito quem sabe:

  • realizar fusão de fibra
  • utilizar OTDR e Power Meter
  • lançar fibra óptica
  • documentar certificação e rotas de cabos

Considerações

A profissão de cabista é fundamental em um mundo cada vez mais dependente de conectividade. Seja instalando redes, realizando fusões ou organizando racks, o trabalho exige técnica, precisão e preparo.

É uma das áreas mais importantes da atualidade, e quem se especializa em fibra óptica tem oportunidades ainda melhores.
Se você quer seguir essa carreira, comece pelo básico, seja humilde com seus colegas, aprenda infraestrutura e evolua para a fibra. Esse é o caminho para se destacar.

1 comentário em “Profissão Cabista: o que faz, como é a rotina e o que você precisa saber para se destacar na área”

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