Dicionário do Cabista: todos os termos que você precisa dominar
Trabalhar com fibra óptica e cabeamento de par trançado exige conhecer muitos nomes técnicos, siglas e equipamentos. Seja para atuar em provedores, data centers, redes corporativas, instalações prediais ou instalações residenciais, dominar essa linguagem é fundamental para executar um serviço seguro, rápido e padronizado.
Este artigo reúne os termos mais importantes da profissão, organizados com explicações simples e diretas. É um conteúdo essencial para iniciantes e também para profissionais que querem se manter atualizados no mercado de trabalho.
1. Conectores e Padrões
- SC – Conector Square Connector, muito usado em provedores.
- LC – Conector Lucent Connector, menor e mais moderno.
- ST – Conector antigo com trava de baioneta.
- FC – Conector usado em ambientes que exigem alta fixação.
- APC – Conector com curvatura angular (verde), baixa perda.
- UPC – Conector reto (azul), perda menor que PC.
- RJ45 – Conector usado em cabos de rede UTP.
- RJ11 – Conector telefônico de 4 ou 6 vias.
- Pigtail – Cabo curto com conector em uma ponta e para emenda na outra.
- Patch cord – Cabo pronto para interconexão.
- Fast Connector – Conector mecânico para fibra sem fusão.
2. Tipos de Fibras
- Monomodo (SM) – fibra para longas distâncias, 9/125 µm.
- Multimodo (MM) – fibra para curtas distâncias (OM1 a OM5).
- G.657A1/A2/B3 – fibras com alta resistência a curvaturas.
- G.652D – padrão mais comum em redes GPON.
- OM3 / OM4 / OM5 – fibras multimodo para data centers e 10/40/100G.
3. Tipos de Cabos
- Drop – Cabo que liga o assinante ao backbone da operadora.
- CFOA – Cabo óptico auto-sustentado.
- CFT – Cabo óptico para instalações internas.
- ADSS – Cabo auto-sustentado dielétrico.
- Flat Drop – Cabo drop plano.
- Loose – Cabo com fibras em tubos soltos.
- Tight – Cabo de fibra compacta para ambientes internos.
- UTP – Cabo de par trançado sem blindagem.
- FTP/STP – Cabo par trançado com blindagem.
- Backbone – Cabo de alta capacidade, interliga salas técnicas, pode ser fibra ou par trançado.
4. Equipamentos essenciais: Fibra óptica e UTP
- Máquina de fusão – Une duas fibras por arco voltaico.
- OTDR – Equipamento para análise de enlace: eventos e perdas.
- Power Meter – Mede a potência óptica recebida.
- Light Source – Fonte de luz usada junto ao Power Meter.
- Microscópio óptico – Inspeção de conectores.
- VFL (Visual Fault Locator) – Caneta laser para encontrar rompimentos (Emite luz visível).
- Cleaver – Cortador de fibra de alta precisão, usado no preparo das emendas antes da fusão.
- Stripper – Ferramenta para decapar a fibra óptica.
- Guia de nylon – Passa-cabos.
- Crimpar – Ferramenta para conectar RJ45.
- Punch Down (110/Keystone) – Assenta fios em patch panel.
5. Normas, Padrões e Protocolos
- TIA/EIA-568 – Padrão de cabeamento estruturado.
- TIA-598 – Padrão de cores de fibra óptica.
- ABNT NBR 14565 – Norma brasileira de cabeamento estruturado.
- IEEE 802.3 – Padrão Ethernet.
- GPON – Tecnologia de rede óptica passiva usada em provedores.
- EPON – Variante do protocolo PON.
- DWDM – Multiplexação densa por comprimento de onda.
- CWDM – Multiplexação coarse (menos canais).
6. Infraestrutura
- MDF (Main Distribution Frame) – Sala principal, coração da infraestrutura.
- IDF (Intermediate Distribution Frame) – Sala intermediária.
- Rack – Estrutura para organizar switches, DIO, patch panels.
- DIO – Distribuidor interno óptico, utilizado para organizar a distribuição dos pontos ópticos.
- OLT – Equipamento principal em redes GPON.
- ONT/ONU – Equipamento do assinante.
- Splitter – Divide o sinal óptico (1:2, 1:4, 1:8…).
- Eletrocalha – Caminho para cabos.
- Leito – Estrutura aberta para grandes volumes de cabos.
- Conduíte – Tubo para passagem de cabos.
- Shaft – Caminho vertical de infraestrutura.
7. Termos técnicos de campo
- Fusão – Processo de unir duas fibras.
- Atenuação – Perda do sinal óptico ao longo da fibra.
- Refletância – Quantidade de luz refletida no conector.
- Evento – Qualquer irregularidade detectada no OTDR.
- Loopback – Retorno de sinal usado para testes.
- Backbone primário – Rede principal.
- Derivação – Saída secundária de fibra ou cabo.
- Ponto a ponto – Conexão direta entre dois equipamentos.
- Last Mile – Trecho final até o cliente.
- Passagem de cabos – Ato de puxar cabos.
- Rota – Caminho de dutos, calhas e passagens dos cabos.
- Labeling – Rotulagem de infraestrutura.
8. Termos usados em manutenção e testes
- Perda por fusão – Atenuação causada por splice.
- Macro dobra (macro bend) – Dobra acentuada na fibra.
- Micro dobra (micro bend) – Microcurvaturas internas.
- Inconsistência de enlace – Problema no link óptico.
- Certificação – Garantia de desempenho da rede.
- Teste de continuidade – Verifica se a fibra está íntegra.
- Rede ativa / Rede passiva – Elementos com energia ou não.
9. Termos da área de redes que o cabista precisa dominar
- Switch – Interconexão de dispositivos de rede.
- VLAN – Virtual LAN usada para segmentação.
- PoE – Alimentação por cabo de rede.
- Backbone – Rede principal que distribui dados.
- Latência – Tempo de resposta da rede.
- Throughput – Capacidade real de transmissão.
- Full duplex / Half duplex – Modos de transmissão.
Considerações
O cabista de redes precisa dominar muito mais que fusão e passagem de cabos. Conhecer os termos técnicos é essencial para interpretar projetos, lidar com normas, operar ferramentas e garantir a qualidade da rede — seja em um provedor, empresa ou data center.Este dicionário serve como guia de bolso para consulta rápida e para formação profissional contínua.

